A Taça é Nossa

O FUTEBOL BRASILEIRO E SUAS HISTÓRIAS

Cortesia do Caipira Uai

A TAÇA É NOSSA

    A Copa de 1970, realizada no México, é tida como a melhor de todas, a que reuniu o maior número de grandes craques e a que teve as mais belas partidas de todos os tempos.

    A seleção brasileira era um timaço e provavelmente teria vencido em qualquer circunstância, porém alguns fatos certamente contribuíram para a vitória brasileira.

    O time ganhou a simpatia da torcida local logo na chegada ao México, com jogadores atenciosos nas entrevistas e receptivos aos pedidos de autógrafos. Os campeões de então, os ingleses, que haviam vencidos a Copa de 1966, ao contrário, chegaram arrogantes e cheios de si. Apresentaram pela primeira vez uma camiseta especialmente desenvolvida para eles, impecável, com maior capacidade de ventilação. Eram favoritíssimos ao bicampeonato e, para que nada os atrapalhasse, trouxeram na bagagem a própria comida: quilos e mais quilos de salmão e salsichas, queijos finos dos mais variados tipos, geléias, mousses e, principalmente, milhares de litros de água mineral. Isso ofendeu profundamente a torcida local e um jornalista mexicano comandou uma campanha de ódio aos ingleses. Resultado: foram dias e dias de manifestações constantes na porta do hotel da delegação inglesa. Os torcedores mexicanos revezavam-se em turnos para que nenhum jogador inglês conseguisse dormir em paz. Ponto para o Brasil!

    Os alemães também cometeram imprudências e a conhecida capacidade de organização e planejamento detalhado dos alemães foi para o brejo logo na estréia. Por incrível que pareça, os dirigentes alemães esqueceram-se do sol mexicano e não advertiram seus atletas sobre os perigos da exposição excessiva antes dos jogos. Resultado: logo no primeiro jogo vários e importantes jogadores alemães já estavam fora de combate, derrotados pela insolação. Melhor para nós!

    Os treinadores também colaboraram, como o teimoso técnico italiano, que mesmo contando com dois extraordinários armadores, com Rivera e Mazzola, não teve o bom senso do técnico brasileiro Zagallo, que em idêntica situação escalou Gerson e Rivellino para atuarem juntos. O técnico italiano decretou: ou Rivera ou Mazzola. Resultado: 4 x 1 pro Brasil!

    Final: Brasil tricampeão. A Taça Jules Rimet ficava definitivamente conosco. Pelo menos na história e na memória ela permanece para sempre. Porque a escultura de ouro, propriamente dita, essa já foi derretida há muito tempo.

Caipira Uai


clique aqui!

Clique Aqui!